A reportagem divulgada pelo jornal brasil& de São José dos Campos - São Paulo no dia 27 de julho de 2011 relata sobre a agravante guerra cambial brasileira. De acordo com a BM&F o dólar fechou a R$1,5360. Essa desvalorização traz consequências para todos os setores da economia. Assim, a pasta ministerial representada pelo ministro da Fazenda - Guido Mantega planeja "adotar medidas cambiais e comerciais para combater a concorrência desleal e a desvalorização artificial de moedas estrangeiras".
Aproveitei essa noticia no encarte econômico desse jornal para justificar uma outra reportagem no mesmo jornal cujo tema é "Brasileiros gastam cada vez mais em viagens ao exterior". De acordo com o BC- Banco Central, os gastos em viagens internacionais no primeiro semestre de 2011 atingiram "U$6,814 bilhões ante U$4,118 bilhões no mesmo período do ano passado". Mas esses valores não seriam preocupantes de os gastos dos turistas estrangeiros no país fosse maior, no entanto, não são. Ainda segundo a pesquisa do BC "os gastos de estrangeiros em viagem ao Brasil somaram U$ 3,370 bilhões no primeiro semestre. Isso significa um déficit na balança comercial e o que é pior, uma retração ou inibição do comércio.
Mas essa ainda não é a noticia que apavora tanto ao mercado turístico do nordeste. Essa tendência decrescente de queda cambial traz dois problemas:
1) Os brasileiros estão preferindo as viagens internacionais em detrimento das nacionais, pela simples razão de que os pacotes oferecidos pelas agências de viagem para destinos como o nordeste, são muito mais caros. De acordo com o CEO - Costumer Executive Oficer da Decolar.com - Alipio Camanzano os resorts do nordeste não estão encantando por conta da crise cambial.
2) Com o dolár em baixa, os estrangeiros não se mais sentem atraídos para visitar o Brasil tendo em vista o Real (nossa moeda) está cada vez mais fortalecida.
Aproveito a "deixa"para fazer a seguinte pergunta: estamos nos preparando para a Copa do Mundo de 2014 e muitos investimentos não só na infraestrutura estão sendo realizados, mas no próprio Trade turístico. Será que a Copa do Mundo será capaz suficiente para atrair tanta demanda para o país se continuar essa política econômica de crise cambial? Como os equipamentos que investiram grandes somas de capital irão sobreviver pós Copa se a economia manter esse comportamento?
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